Eu tenho 3 filhos: 22, 20 e 10 anos. A respeito de todos eles sempre ouvi um comentário semelhante: "Nossa! Como seu filho ou filha é educado/a!" Eu realmente não sei se dizem a verdade ou se falam isso pra me agradar, mas suponho que seja verdade, porque poderiam escolher outro tipo de elogio e sempre fazem esse.
Nós (eu e o pai deles) não temos nenhuma receita para educar, cometemos muitos erros, nos sentimos culpados inúmeras vezes, e em muitas outras nos apoiávamos um no outro apenas para tomarmos juntos uma decisão, mesmo que isso significasse fazer uma burrada juntos. E fizemos muitas - eu sei - mas acho que acertamos em muitas outras.
Tentamos não ser moralistas para educá-los. Respeitar a lei e as regras de convívio social é importante, mas a moral pode ser relativizada, discutida e questionada. Sempre.
Também tentamos não fazer uso de nenhum tipo de medo externo (de Deus, do inferno, da polícia, no "velho do saco"). Se eles tivessem que ter medo que tivessem de nós: pai e mãe. E metemos medo, sim, se for preciso.
Mas tem uma coisinha que acho que foi a mais fundamental e que nunca tivemos pudor de usar. Uma palavrinha curta, simples mas importantíssima:
NÃO
Educar pressupõe dizer não muitas vezes, muito mais vezes que gostaríamos de dizer. Quem não sabe dizer não para uma criança não será capaz de educá-la.
Rita Almeida
terça-feira, 8 de agosto de 2017
Flamengo, meu amor!
Tenho aversão a fanatismos de qualquer espécie, “prefiro ser essa metamorfose ambulante” em quase tudo. Flamengo é o nome do fanatismo que eu me autorizo. Flamenguista é, talvez, a única coisa que eu estou certa de ser até morrer, sobre todo o resto estou em aberto. A identidade de ter um time de futebol é algo tão fundamental pra mim que acho estranho quem diz que não torce pra time nenhum. Imagino que deva ser um vazio imenso. Como assim, nenhum time de futebol pra chamar de seu? E no meu vocabulário não tem essa de trocar de time. Aliás, existem dois tipos de pessoa que eu olho com desconfiança: as que não gostam de gatos e as que são capazes de trocar de time. Pode até ser preconceito de minha parte, mas acho que quem é capaz de mudar de time é capaz de qualquer coisa.
Eu sou flamenguista de berço – herança paterna que eu não reneguei – mas aprendi a amar o Flamengo, de fato, em 1981, aos 12 anos de idade, numa época em que era extremamente fácil se apaixonar pelo time rubro-negro. A geração de 1980 a 1983 foi a mais vitoriosa do clube e das coisas mais sensacionais que o futebol brasileiro já viu. Assim, tive o privilégio de me apaixonar por futebol ao mesmo tempo em que me apaixonei por aquele Flamengo, tão belo quanto vitorioso.
A fim de reverenciar aquele elenco dos sonhos, eu poderia falar de Zico – sem duvida o maior craque rubro-negro de todos os tempos – eu poderia falar de Adílio, de Tita, de Júnior, mas vou falar daquele que plantou definitivamente meu coração no Flamengo. Vou falar de João Batista Nunes de Oliveira – o Nunes. Nunes foi o segundo homem que fez meu coração bater mais forte nessa vida. O primeiro foi Herivelton, que não era exatamente um homem, mas um garoto da escola, por quem fui apaixonada. Ele nunca soube disso, eu acho. Bastava Herivelton me pedir a borracha emprestada para eu quase botar o coração pela boca. Nessa época, sem Facebook ou WhatsApp, a gente mandava indiretas amorosas emprestando ou pedindo a borracha emprestada.
Mas voltando a falar de Nunes, foi ele quem me ensinou a amar futebol e o Flamengo. Aqueles cabelos encaracolados e balançantes, a precisão oportunista na hora de fazer o gol e aquele shortinho curto para homens que só os anos 80 conheceram, foi o que de mais sexy minha mente de garota de 12 anos pôde alcançar. Nunes era para mim o homem mais lindo do mundo, depois de Herivelton, é claro! E eu guardei na memória o lance em que o jogador me arrebatou e entregou meu coração de vez ao Flamengo e ao futebol.
Lógico que eu já estava enamorada pelo time assistindo com meu pai a campanha do Flamengo naqueles anos de 1980 e 81, mas teve o momento exato onde o arrebatamento aconteceu, e eu me lembro como se fosse hoje: Era a final do Campeonato Mundial Interclubes contra o Liverpool, Nunes recebe um lançamento preciso de Zico pela meia direita (daqueles que Zico sabia fazer como ninguém) e sai em velocidade com a bola, acertando o canto esquerdo do gol adversário. Eu nunca mais esqueci aquele gol. Não sei se gritei, se comemorei, só me lembro de estar na sala da nossa casa na época, e de um arrepio que invadiu todo o meu corpo. Naquele momento, entendi a mágica do futebol e o tipo de emoção que ele poderia me dar. Naquela fração de segundos eu entendi a beleza que era torcer pelo Flamengo.
Só digo que o que eu senti foi amor sim! Amor de puro encantamento. Amor para a eternidade. Amor fanático e cego pelo manto rubro-negro. Amor pela emoção de celebrar o gol do time que faz meu coração bater mais (des)compassado que o normal. E, sobretudo, amor pelo futebol; esse esporte lindo, mágico e encantador. Amor devotado pelos que sabem dominar a bola com os pés, mas que apenas os melhores sabem como fazer isso usando a cabeça. Ah, os inteligentes com a bola nos pés! Esses eu reverencio com minha alma.
Pra finalizar deixo aqui toda minha gratidão e uma declaração apaixonada a Nunes, meu primeiro e inesquecível amor em campo.
Vida longa ao futebol!
Flamengo, meu amor!
Rita Almeida
Orientação espacial nunca foi meu forte. Sou capaz de me perder no supermercado, entre a sessão de material de limpeza e a de bebidas; é constrangedor. Minha sorte é ter o sol em peixes pra poder botar a culpa no signo. Ter que assumir sozinha minha incapacidade para saber “de onde vim e para onde vou”, não sendo essa uma questão filosófica, seria muito frustrante.
Eu sempre achei que isso iria melhorar com a idade, que fosse algum tipo de imaturidade ou inabilidade que ao longo da vida pudesse ser treinável, mas ao contrário, a coisa vem piorando. Por outro lado, a maturidade, se não ajudou a me orientar melhor, me ajudou a não ficar tão incomodada com essa minha deficiência, afinal, ela rendeu alguns atrasos e enganos, mas, por outro lado, muitos caminhos novos e histórias pra contar.
O mais engraçado é que meu companheiro de viagem (que por convenção chamo de marido) também não é lá muito bom nesse quesito. Já nos perdemos muito em 26 anos de estrada juntos; eu, por ter um universo mental povoado e intenso demais, e ele, por necessidade de falar e socializar. E não houve tecnologia que nos livrasse de tal sintoma.
Na nossa “lua-de-mel”, pra vocês entenderem, decidimos sair “sem rumo” na Brasília 76 dele. Com pouco dinheiro e muito amor, o “sem rumo”, no nosso caso, foi levado ao pé da letra. Quase chegamos em Visconde de Mauá tentando ir a São Tomé das Letras e passamos uma tarde em Baependi acreditando estar em Caxambu. Se essa coisa desorientada transmitir por genes, nossos filhos estão ferrados, coitados. E vocês acreditam que até hoje ele espera que eu o ajude a se orientar numa viagem? Aconteceu agora, de novo. Me comove isso! É quando tenho certeza que ele me ama. Esperar o melhor de alguém no seu quesito mais débil – se isso não é amor eu não sei o que pode ser.
O fato é que nunca superamos esse problema comum. Volta e meia erramos um caminho. Aconteceu agora, de novo. Tô escrevendo esse texto por isso. Mas, apesar de não termos superado a nossa tendência para perder o rumo, paramos de culpar ou ficar bravos um com o outro quando acontece. A gente ri e inventa outro roteiro. Aconteceu agora, de novo.
Eu disse a ele que temo pela nossa velhice juntos, se assim acontecer. Mas, em seguida achei bobagem minha. Vai ser como sempre foi: vamos sempre poder escolher se ainda queremos nos perder juntos ou não, se é que vocês me entendem.
Rita Almeida
Eu sempre achei que isso iria melhorar com a idade, que fosse algum tipo de imaturidade ou inabilidade que ao longo da vida pudesse ser treinável, mas ao contrário, a coisa vem piorando. Por outro lado, a maturidade, se não ajudou a me orientar melhor, me ajudou a não ficar tão incomodada com essa minha deficiência, afinal, ela rendeu alguns atrasos e enganos, mas, por outro lado, muitos caminhos novos e histórias pra contar.
O mais engraçado é que meu companheiro de viagem (que por convenção chamo de marido) também não é lá muito bom nesse quesito. Já nos perdemos muito em 26 anos de estrada juntos; eu, por ter um universo mental povoado e intenso demais, e ele, por necessidade de falar e socializar. E não houve tecnologia que nos livrasse de tal sintoma.
Na nossa “lua-de-mel”, pra vocês entenderem, decidimos sair “sem rumo” na Brasília 76 dele. Com pouco dinheiro e muito amor, o “sem rumo”, no nosso caso, foi levado ao pé da letra. Quase chegamos em Visconde de Mauá tentando ir a São Tomé das Letras e passamos uma tarde em Baependi acreditando estar em Caxambu. Se essa coisa desorientada transmitir por genes, nossos filhos estão ferrados, coitados. E vocês acreditam que até hoje ele espera que eu o ajude a se orientar numa viagem? Aconteceu agora, de novo. Me comove isso! É quando tenho certeza que ele me ama. Esperar o melhor de alguém no seu quesito mais débil – se isso não é amor eu não sei o que pode ser.
O fato é que nunca superamos esse problema comum. Volta e meia erramos um caminho. Aconteceu agora, de novo. Tô escrevendo esse texto por isso. Mas, apesar de não termos superado a nossa tendência para perder o rumo, paramos de culpar ou ficar bravos um com o outro quando acontece. A gente ri e inventa outro roteiro. Aconteceu agora, de novo.
Eu disse a ele que temo pela nossa velhice juntos, se assim acontecer. Mas, em seguida achei bobagem minha. Vai ser como sempre foi: vamos sempre poder escolher se ainda queremos nos perder juntos ou não, se é que vocês me entendem.
Rita Almeida
Das contingências
Eu e uma amiga, numa mesa de bar na calçada, abordadas por uma senhorinha sorridente, que diz ter nos achado lindas. Perguntou se éramos irmãs, deixou um abraço pras nossas mães e, antes de seguir seu caminho, pediu que Deus nos abençoasse. Espontaneidade, delicadeza e alguns poucos minutos, que interromperam nossa conversa, roubaram nosso sorriso e algumas palavras de gratidão.
A tal senhorinha não saiu da minha cabeça por dias, e nem entendi muito o porquê, a princípio. Só depois... É que ela me fez pensar o quanto eu amo o acaso. Tenho fé profunda naquilo que me surpreende.
Hoje, me agarro a muito poucas crenças, fui perdendo quase todas ao longo da vida. A crença é algo que nos orienta, é verdade, mas que, por outro lado, nos prende a uma verdade, assim, optei por abrir mão de quase todas. Tenho uma para conseguir levantar da cama pela manhã e tomar meu primeiro café, e algumas poucas que não me deixam desistir no meio do dia. Já pra dormir, eu não costumo usar nenhuma crença, só o cansaço, isso quando a angústia não chega primeiro.
A tal senhorinha me fez lembrar que eu creio, sobretudo, na sinceridade e espontaneidade do acaso, pois só o acaso pode ser totalmente autêntico; descolado de qualquer protocolo, arranjo, sintoma ou repetição. E quando ele vem acompanhado de beleza e delicadeza, é das coisas que, realmente, vale a pena acreditar. Eu só me levanto pela manhã porque creio que, naquele dia, o acaso vai me presentear com sua sinceridade espontânea. Creio profundamente nas contingências da vida, num evento inesperado que interromperá minha agenda, interceptará meu caminho e me fará sair da rotina ou olhar em outra direção.
Minha oração diária tem sido: Vamos lá vida! Me surpreenda! Mas vem com beleza e delicadeza, sua linda! É que eu sou frágil.
Rita Almeida
A tal senhorinha não saiu da minha cabeça por dias, e nem entendi muito o porquê, a princípio. Só depois... É que ela me fez pensar o quanto eu amo o acaso. Tenho fé profunda naquilo que me surpreende.
Hoje, me agarro a muito poucas crenças, fui perdendo quase todas ao longo da vida. A crença é algo que nos orienta, é verdade, mas que, por outro lado, nos prende a uma verdade, assim, optei por abrir mão de quase todas. Tenho uma para conseguir levantar da cama pela manhã e tomar meu primeiro café, e algumas poucas que não me deixam desistir no meio do dia. Já pra dormir, eu não costumo usar nenhuma crença, só o cansaço, isso quando a angústia não chega primeiro.
A tal senhorinha me fez lembrar que eu creio, sobretudo, na sinceridade e espontaneidade do acaso, pois só o acaso pode ser totalmente autêntico; descolado de qualquer protocolo, arranjo, sintoma ou repetição. E quando ele vem acompanhado de beleza e delicadeza, é das coisas que, realmente, vale a pena acreditar. Eu só me levanto pela manhã porque creio que, naquele dia, o acaso vai me presentear com sua sinceridade espontânea. Creio profundamente nas contingências da vida, num evento inesperado que interromperá minha agenda, interceptará meu caminho e me fará sair da rotina ou olhar em outra direção.
Minha oração diária tem sido: Vamos lá vida! Me surpreenda! Mas vem com beleza e delicadeza, sua linda! É que eu sou frágil.
Rita Almeida
Entro eu na academia hoje cedo a fim de cumprir a árdua tarefa de lutar contra a lei da gravidade, excessivamente cruel pras mulheres com mais de 40, e Ludmilla já está lá, tocando no volume máximo:
"Cheguei! Cheguei chegando, bagunçando a zorra toda ♫♪♬"
Eu geralmente não curto muito as músicas que tocam em academia, mas a batida de Ludmila nesta manhã combinou com meu humor ("e que se dane, eu quero mais é que se exploda♪♫♬") e já me deu vontade de ir pra frente do espelho balançar a “raba” até o chão ("porque ninguém vai estragar meu diaaaa♪♫♬").
Eu tiro onda de cult e sofisticada quando o assunto é música, mas admito que minha bunda se agrada de qualquer batida que lhe faça sacolejar. Com o samba eu posso manter o rebolado num padrão elegante, mas a verdade é que este também adere fácil ao populacho: pagode, funk e até música baiana. Meu passado é temerário ao som de É o Tchan, confesso. Me julguem!
Por vezes, eu sofro quando minha bunda não acompanha minha onda de intelectual (daqui a pouco estarei atracada com Derrida), sinto culpa e constrangimento, mas fazer o quê? Ela tem vontade própria. Freud já avisava que nosso eu não é capaz de comandar totalmente nossos pensamentos e atitudes, eu acrescentaria: nem a nossa bunda. Quem sabe na Europa isso seja mais possível, mas não no Brasil.
E Ludmilla continua: "se não gosta, senta e chora. hoje eu tô a fim de incomodar♪♫♬" Como resistir?
Aliás, acho tosca essa separação que fizeram da consciência e a bunda, da alma e a bunda, da razão e a bunda, da filosofia e a bunda. Dizem que separar a alma da bunda foi coisa do cristianismo e que, quem cindiu a consciência da bunda foi Platão. Sei lá! Só acho que é dualidade demais pra ter que lidar, a vida já é difícil, porra! Respeito Freud porque ele tentou dizer que a bunda tinha a ver com tudo isso aí, e que, aliás, ela tá mais no comando do que a gente poderia imaginar. Mas tem gente que não entendeu isso até hoje, e acha que a bunda pode ficar descolada do nosso cotidiano. Lamento por esses.
Eu tenho seguido no esforço de não reprimir ou desprezar as dicas da minha “raba”, entendi que ela tem sua sabedoria e uma forma própria de comunicação com o Universo. Quando estou feliz e quero festejar, ofereço meu rebolado como gratidão. Mas quando bate a angústia, a tristeza e aflição eu me entrego a um quadradinho ("pode me olhar, apaga a luz e aumenta o som♪♫♬"), um requebrado, um remelexo, e tudo fica mais leve, mais fácil.
O rebolado é a Inteligência da bunda, eu diria, inteligência que podemos usar a nosso favor, afinal, há de se ter muito rebolado pra levar essa vida, né não? ("se não gosta, senta e chora. mas saí de casa pra causar♪♫♬"). Ou as vezes, o único jeito mesmo é "quebrar tudo".
Obrigada, Ludmilla!
Eh nois!
Rita Almeida
"Cheguei! Cheguei chegando, bagunçando a zorra toda ♫♪♬"
Eu geralmente não curto muito as músicas que tocam em academia, mas a batida de Ludmila nesta manhã combinou com meu humor ("e que se dane, eu quero mais é que se exploda♪♫♬") e já me deu vontade de ir pra frente do espelho balançar a “raba” até o chão ("porque ninguém vai estragar meu diaaaa♪♫♬").
Eu tiro onda de cult e sofisticada quando o assunto é música, mas admito que minha bunda se agrada de qualquer batida que lhe faça sacolejar. Com o samba eu posso manter o rebolado num padrão elegante, mas a verdade é que este também adere fácil ao populacho: pagode, funk e até música baiana. Meu passado é temerário ao som de É o Tchan, confesso. Me julguem!
Por vezes, eu sofro quando minha bunda não acompanha minha onda de intelectual (daqui a pouco estarei atracada com Derrida), sinto culpa e constrangimento, mas fazer o quê? Ela tem vontade própria. Freud já avisava que nosso eu não é capaz de comandar totalmente nossos pensamentos e atitudes, eu acrescentaria: nem a nossa bunda. Quem sabe na Europa isso seja mais possível, mas não no Brasil.
E Ludmilla continua: "se não gosta, senta e chora. hoje eu tô a fim de incomodar♪♫♬" Como resistir?
Aliás, acho tosca essa separação que fizeram da consciência e a bunda, da alma e a bunda, da razão e a bunda, da filosofia e a bunda. Dizem que separar a alma da bunda foi coisa do cristianismo e que, quem cindiu a consciência da bunda foi Platão. Sei lá! Só acho que é dualidade demais pra ter que lidar, a vida já é difícil, porra! Respeito Freud porque ele tentou dizer que a bunda tinha a ver com tudo isso aí, e que, aliás, ela tá mais no comando do que a gente poderia imaginar. Mas tem gente que não entendeu isso até hoje, e acha que a bunda pode ficar descolada do nosso cotidiano. Lamento por esses.
Eu tenho seguido no esforço de não reprimir ou desprezar as dicas da minha “raba”, entendi que ela tem sua sabedoria e uma forma própria de comunicação com o Universo. Quando estou feliz e quero festejar, ofereço meu rebolado como gratidão. Mas quando bate a angústia, a tristeza e aflição eu me entrego a um quadradinho ("pode me olhar, apaga a luz e aumenta o som♪♫♬"), um requebrado, um remelexo, e tudo fica mais leve, mais fácil.
O rebolado é a Inteligência da bunda, eu diria, inteligência que podemos usar a nosso favor, afinal, há de se ter muito rebolado pra levar essa vida, né não? ("se não gosta, senta e chora. mas saí de casa pra causar♪♫♬"). Ou as vezes, o único jeito mesmo é "quebrar tudo".
Obrigada, Ludmilla!
Eh nois!
Rita Almeida
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